<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729</id><updated>2009-10-10T20:14:12.239+01:00</updated><title type='text'>PREFÁCIOS &amp; AFINS</title><subtitle type='html'>Prefácios, introduções, notas, badanas e contracapas de livros por Ângelo Rodrigues - angelorodrigue@netcabo.pt</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729.post-6921574038143295904</id><published>2007-02-03T15:44:00.001Z</published><updated>2009-05-17T17:18:58.441+01:00</updated><title type='text'>O PROBLEMA DA GENTE SÃO AS PESSOAS! - (crónica, reflexão filosófica-social, poesia, conto, ilustração…) de Angelino Pereira - Editorial Minerva, 2004</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sr2Eki_LVfg/ShA46vEXngI/AAAAAAAAAQg/g9oGhFRS0Zo/s1600-h/prefacio-e-afins-banner.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 41px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336828140152397314" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sr2Eki_LVfg/ShA46vEXngI/AAAAAAAAAQg/g9oGhFRS0Zo/s320/prefacio-e-afins-banner.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;UM TALVEZ PREFÁCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. É uma honra, um prazer e um privilégio, tecer aqui algumas breves considerações sobre este livro tão interessante, tão necessário para esta caótica fase da humanidade e tão perturbador também… É urgente ler, reflectir e partilhar o que de bom este livro encerra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Sobre o autor, diremos que tudo está por dizer de apologético ou não fosse ele um Homem de H grande, um verdadeiro humanista, um cidadão culto, preocupado com as pequenas-grandes “coisas” desta vida e deste nosso mundo tão carente de princípios e de valores bem como de verdadeiras e eficazes intervenções altruístas por quem de direito. O que seria deste nosso amado país sem homens como Angelino Pereira?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. É um livro assumidamente ecléctico que evoca um pouco do holismo da nossa vida e deste nosso conturbado mundo. Existe aqui reflexão filosófica, política, ética, religiosa, esotérica, social, estética… ideias originais, outras recriadas e rebuscadas, que surgem tansversal-mente ao conto, à poesia, à crónica, ao aforismo e até à ilustração do &lt;a href="http://migueldhera.no.sapo.pt/"&gt;Miguel d’Hera&lt;/a&gt; e dos outros artistas plásticos que colaboram neste maravilhoso livro. É um livro-grito!, é também e sobretudo, um livro-esperança!. O Angelino é uma espécie de Sócrates moderno que «espicaça as consciências adormecidas no sono fácil das ideias-feitas»; ele não se limita apenas - como alguns - a por o dedo nas feridas e nas chagas sociais, tenta também cicatrizá-las o melhor possível, utilizando os mais preciosos - mas aparentemente esquecidos - remédios que os bons deuses inventaram para “cuidar” do Homem: o Amor, a Paz e a Justiça. Há que fazer urgentemente alguma coisa pois – por vezes e estupidamente – parece que o stock destes remédios essenciais à vida está no fim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Vejo a já considerável actividade literária do escritor e amigo Angelino como uma luta permanente (eficaz ou não logo se verá!) em prol dos mais carenciados e dos mais desfavorecidos; aqueles que estão nas margens da vida, os esquecidos e alienados desta sociedade egoísta em que, infelizmente, nos encontramos. O Angelino é um homem-bom, cidadão e escritor preocupado e comprometido com o BEM da sociedade em que vive, que muito dá de si sem esperar a vã recompensa – para ele, tal atitude e opção de vida, traduz-se num acto de Amor constante pelos outros, orientado por uma nobre e sublime consciência ética, social e política, qual Kant da “Razão Prática” reencarnado. Há lá coisa mais altruísta e necessária do que “ensinar” pelo exemplo - ajudando a compreender e a resolver através da reflexão e da atitude prática e social do dia-a-dia – a incutir Amor, Paz e Justiça neste mundo(?!) A resposta é óbvia e, se mais razões não existissem, esta é tão forte que se basta a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Em termos estilísticos e formais, Angelino Pereira é igual a si próprio. Eis também aqui – na minha modesta idiossincrasia – uma mais-valia desta obra diferente e tão necessária: um escritor afirma-se e destaca-se por ser único e diferente, por ser ousado e perturbador, por ser polémico e romântico, por ser, neste caso concreto, um Homem cujo “partido” se chama APJ - AMOR, PAZ e JUSTIÇA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado amigo Angelino por me ter perturbado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a id="ttl_result_569300050" lang="pt" title="página pessoal de Angelino Pereira" href="http://angelinopereira.no.sapo.pt/" host="angelinopereira.no.sapo.pt" url="http://angelinopereira.no.sapo.pt/" cached_size="12k"&gt;Página pessoal de Angelino Pereira&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38534729-6921574038143295904?l=prefaciosecontracapas.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/6921574038143295904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38534729&amp;postID=6921574038143295904' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/6921574038143295904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/6921574038143295904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/2007/02/o-problema-da-gente-so-as-pessoas.html' title='O PROBLEMA DA GENTE SÃO AS PESSOAS! - (crónica, reflexão filosófica-social, poesia, conto, ilustração…) de Angelino Pereira - Editorial Minerva, 2004'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03789495791050724413'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sr2Eki_LVfg/ShA46vEXngI/AAAAAAAAAQg/g9oGhFRS0Zo/s72-c/prefacio-e-afins-banner.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729.post-116863303752130605</id><published>2007-01-12T20:15:00.000Z</published><updated>2007-01-12T20:17:17.530Z</updated><title type='text'>MURMÚRIOS DE BÚZIO (poesia) de Cristina Sant’ Ana Costa, Editorial Minerva, 48 pp., 1999</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TEXTO DA BADANA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://angelorodrigues1.com.sapo.pt"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ângelo Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Ouvir «Murmúrios de Búzio» é tranquilizar a Vida.&lt;br /&gt;Sabemos e sentimos que a Poesia é bem mais do que uma linguagem: energia-cósmica que impele a procura de nós; trilho do Graal,  mística, amor, paixão, algo sagrado. No poema, as palavras não são palavras, são “outra coisa” que tem a força e o sentido de uma oração a todos os deuses.&lt;br /&gt;Fruir estes poemas-oração, é como descansar serenamente - e por magia - sobre as águas do Mar num dia calmo e ao crepúsculo.&lt;br /&gt;Os búzios são mensageiros do Olimpo. Quando criança, encostava  um búzio ao ouvido e partilhava assim, da exultação, segredos e encantos dos deuses e do Mar. Sei agora quanto um búzio pode conter da alma-do-mundo e que basta um simples e doce gesto de criança para celebrar a Eternidade e a Beleza.&lt;br /&gt;Cristina Sant’Ana Costa é uma deusa-aprendiz, guardiã do oráculo que fala assim: &lt;em&gt;«Entra dentro de ti/ (...)/ Vislumbra o futuro,/ Olha bem em frente/ E rasga o caminho/ Da tua verdade»&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38534729-116863303752130605?l=prefaciosecontracapas.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/116863303752130605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38534729&amp;postID=116863303752130605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116863303752130605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116863303752130605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/2007/01/murmrios-de-bzio-poesia-de-cristina.html' title='MURMÚRIOS DE BÚZIO (poesia) de Cristina Sant’ Ana Costa, Editorial Minerva, 48 pp., 1999'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03789495791050724413'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729.post-116853906807859962</id><published>2007-01-11T18:07:00.000Z</published><updated>2007-01-11T18:16:17.370Z</updated><title type='text'>RESTOLHAR DE FRÁGUAS E FRAGAS (poesia) de Abílio Sampaio, Editorial Minerva, 72 pp., 2001</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 14.15pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 14.15pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;AVULSAS IMPRESSÕES&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 14.15pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;por &lt;a href="http://angelorodrigues1.com.sapo.pt"&gt;Ângelo Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 14.15pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 14.15pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 14.15pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; É difícil “falar” da poesia de Abílio Sampaio por três razões: a primeira, por ser um grande amigo; a segunda, por ser um grande poeta e declamador – que podemos nós dizer a não ser enaltecer(!?); a terceira, tem a ver com o sentido absoluto e radical de uma obra poética – a inutilidade da opinião, da “crítica”, da “teorização”. Diz Eduardo Lourenço que, «em sentido radical não há nada a dizer de um poema pois é ele mesmo o dizer supremo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Fruir a aventura poética que constitui o livro em presença, é um privilégio nosso. Dizer sobre e da Poesia, é sempre difícil, problemático, discutível, relativo; arriscamo-nos quase sempre à arrogância das frases-feitas e às previsibilidades comuns; contudo, uma “ideia diferenciada” nos fica do imenso prazer desta leitura, querendo a mesma significar que a atitude poética deste autor, aponta para a memória-do-futuro, para uma ilimitada e fascinante possibilidade de interrogação e de problematização. Podemos afirmar, com a legitimidade da nossa humildade perante o “há qualquer coisa”, que a poesia de Abílio Sampaio é também um filosofar espontâneo, despretensioso e autêntico, que reabilita o espanto do Homem perante o Grande Mistério da Vida e da Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; A partir deste livro, é impossível não afagar com doçura-áspera, as Fráguas e as Fragas da Natureza e dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Abílio Sampaio é irónico, corrosivo, sarcástico, doce, harmonioso, romântico, melodioso, desbravador, aventureiro, sonhador... lembra-me Nietzsche, compreende (e vive) o mundo como uma grandiosa obra de Arte. Este livro é a «Origem da Tragédia» em poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Eis uma poesia dissolvente de razão e de paixão – privilégio dos artistas e poetas. Razão e Sentimento: o que os poetas procuram, está para além desta clássica e cansativa dicotomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; A poesia de Abílio Sampaio é uma chave que tenta abrir a porta da Eternidade. Queremos ser imortais. A partir daqui, a confusão é total. Não há palavras, não chegam as palavras. O que podemos afirmar(!?) Valerá a pena dizer alguma coisa(?) Ou cremos ou não cremos (ou) não queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; (...) vitalidade, embriaguez, êxtase, diferença, mudança, encantamento; mas... não acreditem em mim. As almas têm fome. Comam este livro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt; O poeta não poetiza apenas, é ele próprio o poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9.&lt;/strong&gt; Estamos perante uma poesia que põe em prática a redenção do Homem pela reconciliação do Bem e do Mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10.&lt;/strong&gt; Em Abílio Sampaio a máxima deixa de ser o «Conhece-te a ti mesmo» socrático e passa a ser o «Excede-te a ti mesmo» abiliano. A medida e a desmedida. Apolo e Dioniso. A Arte é poderosa! A Arte é, nesta vida, a preparação para o Eterno. O Abílio poderá entender isto como uma “treta”, mas sabemos que os poetas, os artistas, não têm, muitas vezes, consciência do alcance da sua obra. Ensinou-nos Nietzsche que o aborrecimento do mundo é superado pela vivência da Arte. O que seria de nós sem os poetas(!?) Abaixo o «Maria vai com as outras» e o angustiante marasmo do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11.&lt;/strong&gt; Obrigado poeta(!), contigo, o mundo espiritualizou-se um pouco mais.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 14.15pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38534729-116853906807859962?l=prefaciosecontracapas.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/116853906807859962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38534729&amp;postID=116853906807859962' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116853906807859962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116853906807859962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/2007/01/restolhar-de-frguas-e-fragas-poesia-de.html' title='RESTOLHAR DE FRÁGUAS E FRAGAS (poesia) de Abílio Sampaio, Editorial Minerva, 72 pp., 2001'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03789495791050724413'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729.post-116844318469868147</id><published>2007-01-10T15:30:00.000Z</published><updated>2007-01-10T15:33:04.706Z</updated><title type='text'>GRÃO DE PÓ EM SONHO ETERNO (poesia/sonetos) de Félix Heleno, Editorial Minerva, 176 pp., 1999</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Prefácio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por &lt;a href="http://angelorodrigues1.com.sapo.pt"&gt;Ângelo Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I.&lt;/strong&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se eu fosse um crítico literário - algo que não se sabe bem o que é - diria pouco mais que o seguinte: lemos um destes sonetos sem assinatura nem referências outras e sabemos imediatamente que é um soneto de Félix Heleno. E acrescentaria: o que mais importa numa obra criativa (artística-poética) é a capacidade imagética/onírica, a inquietação, a diferença, o estilo peculiar, apaixonado, uma boa dose de ousadia, coragem e desejo de Eternidade; ou então, dissertaria por lugares-cumuns dizendo frases-feitas e pouco mais. Poderia perder-me em análises, comparações ou invocar linhas de força literárias/estílisticas, escolas, estéticas, temáticas, etc.. Nada disto me apetece e, de todo, não é importante. Assim, aquilo que tenho para dizer é muito pouco pois, perante a diversidade e grandeza desta obra, a nossa humildade nos diz  que mais não é necessário até porque, fazendo nossas as palavras de Eduardo Lourenço, diremos: «Em sentido radical não há nada a dizer de um poema (e acrescentaria - de uma obra poética) pois é ele (ela) mesmo(a) o dizer supremo». Contudo, e porque Félix Heleno é também um amigo de longa data, alguma coisa haveria a dizer dessa amizade e do Homem, mas não é esse também o nosso propósito. Somos “companheiros” de aventuras literárias e afins e disso e com isso, queremos - suponho - tranquilizar a Vida e namorar a Eternidade prometida. Apesar de tudo, e de forma breve, quero dizer e relevar, que a obra em presença, nos dá conta do Homem de Cultura, do humanista, aquele que luta e resiste, em toda a sua dimensão, por um mundo novo, mais humano, mais justo e fraterno, aquele que sonha, aprende, vive e ensina - em todas as situações da Vida - o Mundo-Arte, o Mundo-divinizado. Também pelas páginas deste livro, descobrimos o Homem que legitimou já a capacidade e o desejo de nos provocar, que vive a ousadia, a coragem, que busca, em cada acto, em cada atitude, a diferença e a perfeição e que faz da sua poesia como que um grito-despertador que quer fazer-acordar, agitar e provocar as consciências adormecidas - embaladas em berços demasiado confortáveis tais como o banal, o efémero, o passageiro, a moda. E também porque a nossa visão do mundo, resulta sempre do conjunto das nossas vivências, inquietações, buscas e experiências várias, bem como da consciência de pouco saber e do desejo de o procurar, cito agora um velho professor e amigo (Antero Costa Urbano) a quem devo também a grande paixão que tenho pela Poesia:  «A Poesia é a forma exotérica de uma visão do mundo. O poeta vê o mundo como vê, vê-o como mais ninguém o vê. Este mundo criado pelo poeta, recria em cada um dos outros um mundo que não é o mesmo do poeta, que também da criação primitiva se vai afastando. (...) O Poema é, no fim, um mundo-à-disposição, um mundo-despertador».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Toda a nossa Vida é uma demanda do Graal - procuramos crescer interiormente e, para tal (uns melhor que outros), dialogamos com a Tradição e Cultura em toda a sua riqueza e dimensão. A “diferença” dos homens reside aí, na intensidade e entusiasmo (O Deus dentro de si) da busca, na vontade de se ultrapassar a si mesmo bem como na entrega de si, e, sobretudo, na humildade perante o Universo e as certezas sobre o mesmo. As páginas deste novo livro de Félix Heleno são belas, irradiam, provavelmente, a alegria e a música  dos astros, mas também inquietação, sofrimento, algum desencanto perante este mundo, e daí a vontade de o mudar através da espiritualização das mentes, daí a contemplação, a espontânea atitude de quase-êxtase religioso, filosófico, poético; e porque assim é, não há, nem tinha que haver, explicação ou teorização alguma de nada nem de ninguém. O que perpassa em todo este livro, também ele um arauto de  esperança e de profecia, é o reconhecimento, através da beleza do canto poético, de uma dádiva grandiosa que se chama Vida. Félix Heleno é homem igual a milhões de homens, mas único porque místico, e, como tal, nada explica mas muito compreende porque nele habita a Fé, o Amor, a Paixão, o Sublime, o legítimo e grandioso desejo de ser um-para-Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; A tentação primeira perante a leitura desta obra tão peculiar, é a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. E mais uma vez recorro a Eduardo Lourenço que, em poucas palavras, dá conta da nossa visão sobre esta poesia: «Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Poesia condensa toda a vida espiritual da humanidade e, por isso, é também uma fonte de conhecimento; ela não é só evasão, fuga, liberdade criadora, lugar intemporal de todas as possibilidades; a Poesia pode e deve subverter, sublimar, exaltar, profetizar, despertar... O poeta é um “trabalhador” da possibilidade, da diáspora, do ócio-divino, da paixão, da angústia que o atira ao Infinito, da revolta, da esperança... O “verso certo” resulta também de muitas folhas rasgadas com palavras-dor, do Silêncio-Absoluto, do indizível, da nostalgia do Futuro e do rumo que o poeta dá à constelação de sentidos da palavra-poética que advém de um processo interno semelhante ao Mistério da Trindade. Cada poema constitui um mundo a descobrir e cada descoberta não é mais do que um meio para uma nova descoberta. Torna-se necessário cada vez mais, um satisfatório estado de insatisfação. É esta concepção poética que em nosso entender se revela - a partir da leitura despreconceituada e descomprometida - na obra de Félix Heleno. Aquando do primeiro contacto com esta obra, vieram como que ao nosso encontro, ideias e autores que muito consideramos em termos literários e filosóficos: poemas e aforismos que valem mais que qualquer ensaio ou estudo. Porque assim aconteceu, e porque aquela velha e assustadora ideia de que tudo já se disse e escreveu, paira sempre no céu das nossas dúvidas e incertezas,  diria ainda o seguinte a  propósito do poeta, roubando um pedaço de poema à prémio Nobel Wislawa Szymborska para o cruzar com este verso de Félix Heleno: «Poesia/ - mas o que é isso a poesia./ Mais do que uma ténue resposta/ existe para esta questão./ E eu sei e não sei e agarro-me a isto/ como a um corrimão de salvação». E diz-nos o autor no poema “Ontem, hoje e amanhã”: «Porquê tanta ansiedade em tais momentos?/ Porquê tão sublime humanidade!?/ Porquê e em tão poucos mandamentos/ Se concebeu assim a liberdade?».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E finalizo com a consciência de não ter começado... estamos perante um belo livro de sonetos em que perpassa religiosidade, exoterismo, filosofia, arte, misticismo. É um livro profético, um livro de iniciação porque há um mestre que experimentou e que agora partilha; e, sem querer ensinar, nos ensina. E do que este livro encerra, está carente esta humanidade fraca de tanto Ter e de pouco Ser. Trata-se de uma obra que bem poderia ser uma sinfonia à criação, uma tela do paraíso, um sorriso de anjo ou ainda um pássaro raro mensageiro do Além. Mas, tudo o que se diga ou registe é um pouco como a Teologia do Negativo, por mais que se diga a divindade, nunca se consegue dizer o que ela é; tudo o que é dito, fica sempre aquém. Há nesta aventura sublime e corajosa - por lugares da Fé e do Coração - uma infatigável procura  que é também sofrimento e conquista pela palavra-poética, pela palavra-sagrada. «Se tu compreendes, as coisas são como são; se tu não compreendes, as coisas são como são» diz uma bela máxima budista. Felicito este  poeta e amigo pela sua grande paixão pela Vida e por ter partilhado com todos nós, a sua “compreensão” pelo mistério da criação e da existência. Mas, e como nos ensinou o grande filósofo Wittgenstein, o mais importante e o mais interessante é tudo aquilo que não foi dito - aquilo que falta dizer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38534729-116844318469868147?l=prefaciosecontracapas.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/116844318469868147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38534729&amp;postID=116844318469868147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116844318469868147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116844318469868147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/2007/01/gro-de-p-em-sonho-eterno-poesiasonetos.html' title='GRÃO DE PÓ EM SONHO ETERNO (poesia/sonetos) de Félix Heleno, Editorial Minerva, 176 pp., 1999'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03789495791050724413'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729.post-116844283075278240</id><published>2007-01-10T15:24:00.000Z</published><updated>2007-01-10T15:30:07.690Z</updated><title type='text'>A HORA TRIANGULAR (poesia) de Tiago Marques, Editorial Minerva, 48 pp., 1998</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do Preâmbulo ao Triângulo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por &lt;a href="http://angelorodrigues1.com.sapo.pt"&gt;Ângelo Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apavora-nos a palavra FIM. Talvez seja por isso que recorremos também à Poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Hora Triangular não deve ser um livro de Poesia! O autor de A Hora Triangular, que pode ser também um livro de (boa) Poesia, não é um poeta. Tiago Marques, poeta-de-Horas e adorador de Tempo, é, fundamentalmente, um aprendiz-de-Triângulo. Lamentavelmente, raras horas são triangulares; os poetas existem para “produzir” horas triangulares. Ser-triangular é uma grandiosa e transfigurada atitude que inclui a capacidade de provocar o Impossível, desejar o Infinito e celebrar em cada hora a Eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Hora Triangular é também um Uni-verso de místicas memórias por acontecer. «Abre-se a noite/ e/ tocam-se as/ linhas na/ velocidade da/ memória». Pelas “Horas-físicas” sabemos do deus Tempo, o único com cabelos brancos, daí que «o tecto do inferno (tenha) um/ cabelo branco no meio». É urgente em nossas vidas tão-comuns, haver Horas-Triangulares; eis a “proposta” desta aventura-poemática de Tiago Marques, um dignificador de Horas, um especial mensageiro do deus Tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bom Tempo com Horas felizes ou triangulares!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38534729-116844283075278240?l=prefaciosecontracapas.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/116844283075278240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38534729&amp;postID=116844283075278240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116844283075278240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116844283075278240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/2007/01/hora-triangular-poesia-de-tiago.html' title='A HORA TRIANGULAR (poesia) de Tiago Marques, Editorial Minerva, 48 pp., 1998'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03789495791050724413'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729.post-116828951327045300</id><published>2007-01-08T20:49:00.000Z</published><updated>2007-01-08T21:25:17.446Z</updated><title type='text'>A DÁDIVA ASTUCIOSA DOS DEUSES (poesia) de von Trina, Editorial Minerva, 64 pp., 2000</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.editorialminerva.com/adadivaastuciosa.htm"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://www.editorialminerva.com/adadivaastuciosa.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Veja aqui a referência no site da &lt;a href="http://www.editorialminerva.com"&gt;Editorial Minerva&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AVULSAS IMPRESSÕES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por &lt;a href="http://angelorodrigues1.com.sapo.pt"&gt;Ângelo Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Ao ler os poemas de Von Trina, sobretudo o capítulo sobre Timor, recordei aquele famoso e ultimo verso de um poema de António Gedeão: «Abaixo o mistério da poesia!» (poema Enquanto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;von Trina tem uma sofisticada sensibilidade, percebendo, como ninguém, através da mais-valia das palavras amargas e doces, as fraquezas deste mundo, qual dádiva astuciosa dos deuses, e, hironica-mente, sarcastica-mente, retracta a decadência do homem do nosso tempo: a “cultura” do supérfluo, as mazelas do social, a arrogância, a sobranceria, a prepotência, a petulância, a estupidez (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;O poema é, para Von Trina, uma arma que espicaça as consciências algo adormecidas, uma arma para lutar contra as ideias-feitas, o tudo-pronto, o tudo-dado, o já-pensado, os marasmos quotidianos. A poesia de Von Trina é, assim, um campo de batalha, o inimigo é a excessiva normalidade do Homem: «Arrelia-me a prepotência / Incomoda-me a deferência / Arreporra para a normalidade».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;Estamos, com esta provocadora obra poética, no lado mais irreverente e nobre de toda e qualquer criação. O tom lírico-irónico é uma das marcas mais visíveis do fazer-literário deste autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.&lt;br /&gt;Poeta é aquele que resiste, que interroga, que luta, que se inquieta, que se revolta, que subverte o instituído, que diz NÃO(!). Eis um poeta-vidente, profeta, anunciador, avisador, inconformista-radical, idealístico, insatisfeito, crítico de ortodoxias e de algumas deferências, desbravador e caminheiro de sentidos, de diferenças, ousadias, adorador da Beleza deste mundo e dos outros (acessíveis aos criadores-artistas). von Trina é um humanista por excelência, um cidadão do mundo, um homem com alma-grande, proporcional ao seu peso, “bom garfo”, ou não fosse o Homem espírito e corpo (e o corpo de Von Trina não se alimenta apenas com uma sopinha de letras); ao ler os poemas de Von Trina, dá vontade de gritar (alto e a bom som) estes famosos versos da saudosa poetiza Natália Correia: «Ó subalimentados do sonho, a poesia é para se comer». Façam favor de comer a poesia de von Trina! Alguns farão bem a digestão, outros não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Site do autor: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vontrina.com"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;www.vontrina.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38534729-116828951327045300?l=prefaciosecontracapas.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/116828951327045300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38534729&amp;postID=116828951327045300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116828951327045300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116828951327045300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/2007/01/ddiva-astuciosa-dos-deuses-poesia-de.html' title='A DÁDIVA ASTUCIOSA DOS DEUSES (poesia) de von Trina, Editorial Minerva, 64 pp., 2000'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03789495791050724413'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729.post-116827399737033482</id><published>2007-01-08T16:29:00.000Z</published><updated>2007-01-08T20:53:39.703Z</updated><title type='text'>SÓ O AMOR DE UM SER INTERESSANTE É BELO E EXCITANTE (poesia) de von Trina, Editorial Minerva, no prelo, 56 pp., 2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AVULSAS IMPRESSÕES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por &lt;a href="http://angelorodrigues1.com.sapo.pt"&gt;Ângelo Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1.&lt;br /&gt;Esta perturbadora obra de von trina, parece-me ser bem mais do que um exercício almífico de exorcização e de catarsis-purificadora, qual psicanálise das errâncias divinas e profanas do feminino e afins: trata-se, também, de uma revelação de fetiches-vivos e excitantes, qualquer coisa que nos provoca e excita até às entranhas e que nos leva à masturbação e posterior orgasmo do espírito. Sintamos e partilhemos a dádiva das desvairadas e delirantes emoções e vivências do poeta despido, rebelde e errante: a luz, o calor, a paixão, a ardência, a excitação, a inquietude, a insatisfação, a coragem, a ousadia, a ternura da confissão sibilina, a doçura-amargura das palavras-anjo que entram para dentro de nós e nos convidam a voar pelo céu e pelo inferno dos nossos sonhos e desejos mais intimistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O poeta é uma espécie de vampiro, um espírito prenhe de liberdade que se alimenta de deusas venturosas: «não sei da tua alma / livre e lá longe /alimentando venturosa / espíritos prenhes».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que este verso fique e contribua para a glória do poeta, para a diminuição da inquietude e para a frescura da nossa alma: «No mar fresco da interioridade». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Navegaremos a nossa alma-barco por estes poemas para ver o bailado das sereias e para ouvir os seus doces murmúrios que nos encantam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;5.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eis uma obra de Amor no feminino. Bendita sejas Mulher-Sereia-Deusa! Von trina é o enviado especial, o profeta das deusas. Creio que os poemas deste livro-oração querem dizer e dizem, o Indizível a Eternidade, o Amor, a Paixão, a Beleza, a Liberdade de se amar e de ser amado de uma maneira peculiar, original, diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;6.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A fruição destes “poemas-setas-ao-coração” dos amantes, traz-me à mente alguns versos do poema DA MULHER que escrevi em 1987 e que, parece-me, vão ao encontro e estabelecem uma espécie de cumplicidade com estes sublimes poemas de Von trina que renovam também, a doce e grandiosa “ideia/tese” da mátria: «(...) Tenho que sair deste poema-vaginal / Antes de “comer” em gula TODAS / As fantasias da carne / E as femininas tempestades de espírito // Não sei nada de MULHER / Beijarei a mama mais próxima do Infinito / E tentarei adormecer / Sobre o ventre quente da MULHER-DEUS. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;site do autor: &lt;a href="http://www.vontrina.com"&gt;www.vontrina.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38534729-116827399737033482?l=prefaciosecontracapas.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/116827399737033482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38534729&amp;postID=116827399737033482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116827399737033482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116827399737033482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/2007/01/s-o-amor-de-um-ser-interessante-belo-e.html' title='SÓ O AMOR DE UM SER INTERESSANTE É BELO E EXCITANTE (poesia) de von Trina, Editorial Minerva, no prelo, 56 pp., 2007'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03789495791050724413'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38534729.post-116819844740950031</id><published>2007-01-07T19:31:00.000Z</published><updated>2007-01-08T20:59:31.153Z</updated><title type='text'>LAIVOS, SIMPLESMENTE LAIVOS, RAIANDO A TERRA PARA ALÉM DO MAR (poesia) de Cláudia Sousa Mira, Carlos Monteiro Editores, 92 pp., 2002</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AVULSAS IMPRESSÕES&lt;br /&gt;por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://angelorodrigues1.com.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ângelo Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Eis uma poetiza que escreve como quem respira e que jamais respirará bem sem a ajuda da Poesia. Eis um livro belo, provocador, irreverente, inquietante, transfigurador. Eis o terceiro livro da Cláudia porque sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntam pela Eternidade,&lt;br /&gt;O que não-sabem pela lei-da-Vida.&lt;br /&gt;Raras, pobres e difíceis são as palavras&lt;br /&gt;Que dizem o Grande-Enigma,&lt;br /&gt;Uma terrível angústia gramatical&lt;br /&gt;Embate na inquieta alma dos poetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem que não podem viver sem Ela,&lt;br /&gt;Importam divindades, encantos, mistérios, magias, oráculos...&lt;br /&gt;Mantêm-se (agarrados à Poesia) na sofrível espera.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(A.R., Incomensurável, &lt;a href="http://www.editorialminerva.com"&gt;Editorial Minerva&lt;/a&gt;, 2000, p. 46)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;A mais valia de um poema é a sua fruição. Assim, creio que nada se pode e deve dizer destes inquietantes «Laivos simplesmente laivos – Raiando a terra para além do mar». Este livro será o dizer supremo até à próxima aventura poemática desta sempre jovem poetiza. Os anteriores livros da Cláudia não são mais do que uma escada que só dá para subir... A tentação primeira perante a leitura desta obra tão peculiar, é a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. E recorro ao “grande” Eduardo Lourenço que, em poucas palavras, dá conta da nossa visão sobre esta poesia: «Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;A Poesia condensa toda a vida espiritual da humanidade e, por isso, é também uma fonte de conhecimento; ela não é só evasão, fuga, liberdade criadora, lugar intemporal de todas as possibilidades; a Poesia pode e deve subverter, sublimar, exaltar, profetizar, despertar... O poeta é um “trabalhador” da possibilidade, da diáspora, do ócio-divino, da paixão, da angústia que o atira ao Infinito, da revolta, da esperança... «Que angústia designativa dos tormentos do Céu». O “verso certo” resulta também de muitas folhas rasgadas com palavras-dor, do Silêncio-Absoluto, do indizível, da nostalgia do Futuro e do rumo que o poeta dá à constelação de sentidos da palavra-poética que advém de um processo interno semelhante ao Mistério da Trindade. Cada poema constitui um mundo a descobrir e cada descoberta não é mais do que um meio para uma nova descoberta. Torna-se necessário cada vez mais, um satisfatório estado de insatisfação. É esta concepção poética que em nosso entender se revela - a partir da leitura despreconceituada e descomprometida – neste último livro da minha querida amiga Cláudia. Aquando do primeiro contacto com esta obra, vieram como que ao nosso encontro, ideias e autores que muito consideramos em termos literários e filosóficos: poemas e aforismos que valem mais que qualquer ensaio ou estudo. Porque assim aconteceu, e porque aquela velha e assustadora ideia de que tudo já se disse e escreveu, paira sempre no céu das nossas dúvidas e incertezas, diria ainda o seguinte roubando um pedaço de poema à prémio Nobel Wislawa Szymborska para o cruzar com este verso da Cláudia: «Poesia/ - mas o que é isso a poesia./ Mais do que uma ténue resposta/ existe para esta questão./ E eu sei e não sei e agarro-me a isto/ como a um corrimão de salvação». E diz-nos a Cláudia no poema “Que desassossego”: «E que desassossego é Ser-se Humano... /E que desassossego é não se poder mais...».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;Este livro é um vento-mágico que saiu do temporal da «Grande-Alma» para seduzir a Cláudia e a levar com ele até aos Mistérios, até à Possibilidade - Reino do Sagrado, o destino dos poetas. Há nesta aventura corajosa e sublime, por “lugares primordiais” - conhecidos e eleitos dos sonhadores e dos místicos - uma infatigável procura da «Palavra-Perdida» que é sofrimento e conquista pela palavra-poética e que constitui a password para a necessária e desejável iniciação em «demanda do Graal». É neste Uni-Verso que se compreende: «Cânticos de ânsias despropositadas /inauguram o Céu que os ouve». - («Se tu compreendes, as coisas são como são; se tu não compreendes, as coisas são como são» - máxima budista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.&lt;br /&gt;É – não sendo só e apenas - um livro profético, um livro de iniciação... E do que este livro encerra, está carente esta humanidade fraca de tanto Ter e de pouco Ser. Trata-se de uma obra que bem poderia ser uma sinfonia à criação, uma tela do paraíso, um sorriso de anjo ou ainda um pássaro raro mensageiro do Além. Mas, tudo o que se diga ou registe é um pouco como a Teologia do Negativo, por mais que se diga a divindade, nunca se consegue dizer o que ela é; tudo o que é dito, fica sempre aquém. Felicito esta poetiza e amiga pela sua grande paixão pela Vida e por ter partilhado com todos nós, a sua “compreensão” pelo mistério da criação e da existência. Mas, e como nos ensinou o grande filósofo Wittgenstein, o mais importante e o mais interessante é tudo aquilo que não foi dito - aquilo que falta dizer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado Cláudia por me teres - também - perturbado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;site da autora: &lt;a href="http://www.iranima.net/claudiamira.htm"&gt;http://www.iranima.net/claudiamira.htm&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38534729-116819844740950031?l=prefaciosecontracapas.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/feeds/116819844740950031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38534729&amp;postID=116819844740950031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116819844740950031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38534729/posts/default/116819844740950031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prefaciosecontracapas.blogspot.com/2007/01/laivos-simplesmente-laivos-raiando.html' title='LAIVOS, SIMPLESMENTE LAIVOS, RAIANDO A TERRA PARA ALÉM DO MAR (poesia) de Cláudia Sousa Mira, Carlos Monteiro Editores, 92 pp., 2002'/><author><name>Ângelo Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09251245301644661920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03789495791050724413'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>