
UM TALVEZ PREFÁCIO
1. É uma honra, um prazer e um privilégio, tecer aqui algumas breves considerações sobre este livro tão interessante, tão necessário para esta caótica fase da humanidade e tão perturbador também… É urgente ler, reflectir e partilhar o que de bom este livro encerra!
2. Sobre o autor, diremos que tudo está por dizer de apologético ou não fosse ele um Homem de H grande, um verdadeiro humanista, um cidadão culto, preocupado com as pequenas-grandes “coisas” desta vida e deste nosso mundo tão carente de princípios e de valores bem como de verdadeiras e eficazes intervenções altruístas por quem de direito. O que seria deste nosso amado país sem homens como Angelino Pereira?!
3. É um livro assumidamente ecléctico que evoca um pouco do holismo da nossa vida e deste nosso conturbado mundo. Existe aqui reflexão filosófica, política, ética, religiosa, esotérica, social, estética… ideias originais, outras recriadas e rebuscadas, que surgem tansversal-mente ao conto, à poesia, à crónica, ao aforismo e até à ilustração do Miguel d’Hera e dos outros artistas plásticos que colaboram neste maravilhoso livro. É um livro-grito!, é também e sobretudo, um livro-esperança!. O Angelino é uma espécie de Sócrates moderno que «espicaça as consciências adormecidas no sono fácil das ideias-feitas»; ele não se limita apenas - como alguns - a por o dedo nas feridas e nas chagas sociais, tenta também cicatrizá-las o melhor possível, utilizando os mais preciosos - mas aparentemente esquecidos - remédios que os bons deuses inventaram para “cuidar” do Homem: o Amor, a Paz e a Justiça. Há que fazer urgentemente alguma coisa pois – por vezes e estupidamente – parece que o stock destes remédios essenciais à vida está no fim…
4. Vejo a já considerável actividade literária do escritor e amigo Angelino como uma luta permanente (eficaz ou não logo se verá!) em prol dos mais carenciados e dos mais desfavorecidos; aqueles que estão nas margens da vida, os esquecidos e alienados desta sociedade egoísta em que, infelizmente, nos encontramos. O Angelino é um homem-bom, cidadão e escritor preocupado e comprometido com o BEM da sociedade em que vive, que muito dá de si sem esperar a vã recompensa – para ele, tal atitude e opção de vida, traduz-se num acto de Amor constante pelos outros, orientado por uma nobre e sublime consciência ética, social e política, qual Kant da “Razão Prática” reencarnado. Há lá coisa mais altruísta e necessária do que “ensinar” pelo exemplo - ajudando a compreender e a resolver através da reflexão e da atitude prática e social do dia-a-dia – a incutir Amor, Paz e Justiça neste mundo(?!) A resposta é óbvia e, se mais razões não existissem, esta é tão forte que se basta a si mesmo.
5. Em termos estilísticos e formais, Angelino Pereira é igual a si próprio. Eis também aqui – na minha modesta idiossincrasia – uma mais-valia desta obra diferente e tão necessária: um escritor afirma-se e destaca-se por ser único e diferente, por ser ousado e perturbador, por ser polémico e romântico, por ser, neste caso concreto, um Homem cujo “partido” se chama APJ - AMOR, PAZ e JUSTIÇA.
Obrigado amigo Angelino por me ter perturbado!
5 comentários:
Eis un excelente prefácio. Gostei muito de ler.
Um bom texto sobre uma obra que não conheço mas que me apetece ler motivado por este texto.
Belíssimo texto! Grande poeta e escritor Angelino Pereira, ele também faz postagens no (Spa) Poetas Advogados, sendo que conheço seus belos escritos...Parabéns!!
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Um belo texto sobr eum livro. Também quero um par ao meu
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