Do Preâmbulo ao Triângulo
por Ângelo Rodrigues
I.
I.
Apavora-nos a palavra FIM. Talvez seja por isso que recorremos também à Poesia.
II.
II.
A Hora Triangular não deve ser um livro de Poesia! O autor de A Hora Triangular, que pode ser também um livro de (boa) Poesia, não é um poeta. Tiago Marques, poeta-de-Horas e adorador de Tempo, é, fundamentalmente, um aprendiz-de-Triângulo. Lamentavelmente, raras horas são triangulares; os poetas existem para “produzir” horas triangulares. Ser-triangular é uma grandiosa e transfigurada atitude que inclui a capacidade de provocar o Impossível, desejar o Infinito e celebrar em cada hora a Eternidade.
III.
III.
A Hora Triangular é também um Uni-verso de místicas memórias por acontecer. «Abre-se a noite/ e/ tocam-se as/ linhas na/ velocidade da/ memória». Pelas “Horas-físicas” sabemos do deus Tempo, o único com cabelos brancos, daí que «o tecto do inferno (tenha) um/ cabelo branco no meio». É urgente em nossas vidas tão-comuns, haver Horas-Triangulares; eis a “proposta” desta aventura-poemática de Tiago Marques, um dignificador de Horas, um especial mensageiro do deus Tempo.
Bom Tempo com Horas felizes ou triangulares!
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